Praxe | Simples opinião de quem optou não trajar...

25.1.14
Acho que já se torna um cliché falar deste assunto, afinal aos anos que ele é debatido. Como tudo tem de vir uma "desgraça" para qualquer assunto vir à baila. 
Fazendo um pequeno briefing da minha vida académica:

  • Na minha universidade é típico a Praxe.
  • Fui lá uma vez ou outra mas a coisa não é a minha onda.
  • Disse alegremente que não queria ser praxada e NUNCA fui menosprezada por isso.
  • Não tinha intenção de praxar logo trajar não era um objectivo.
  • Na minha faculdade não existe esta violência gratuita. 

Dito isto, parece-me que a campanha sensacionalista feita não faz qualquer sentido ser generalizada. 

Sinceramente, e aqui estou a dar a minha opinião pessoal e a forma com que encaro isto... tendo amigos em ambos os lados do tema e em varias universidades distintas. 
Eu não gostei de ser praxada, não me fez mais feliz, não me fez mais mulher, não me fez mais nada. Apenas passei uma tarde diferente. 

Acho que todos temos o direito que dizer não quando sentimos que estamos a ser abusados, mas ai, acho que a culpa é da ideia idiota que muitos caloiros tem que é... ser universitário é usar o traje participar na vida académica, nas festas e nas cerimonias oficiais, sujeitando-se a tudo.

Ser universitário é lutar por uma licenciatura, é fazer valer o dinheiro que investem em nos...
Ser universitário é orgulharmos-nos da instituição que representamos e é fazê-la orgulhar-se de nos...
Se, depois destes pontos cumpridos podemos andar ai como queremos a gritar aos pardais que somos bestas, que gostamos de levar no cu e mil e uma asneiras.

Posso dizer com toda a certeza que me considero uma universitária melhor que muitos trajados como posso dizer que muitos trajados honram a capa que usam... Não se trata de ser branco ou negro nem da quantidade de álcool no sangue. 

Quanto os rapazes e raparigas que foram arrastados por uma onda no meco. Foram 6 adultos inconscientes que não viram que havia um alerta nacional e que desafiaram o poder do mar. Gente que independentemente de serem trajados, caloiros, calceteiros, professores ou qualquer outra coisa... podiam ter dito não porque ninguém morre porque um dux ordenou... Porque também há outros anormais (que felizmente tiveram mais sorte) e que vieram postar videos no you tube do mar e quase que eram engolidos por ele.



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6 comentários

  1. Eu não sei se quero ser praxada ou não,mas não sou o tipo de pessoa que faz porque está na moda,se eu entender na altura que aquilo não presta digo e acabou-se.

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  2. Tenho uma opinião um bocadinho diferente da tua, também vou partilhá-la no meu espaço!
    Beijinho*

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  3. Eu este assunto detesto comentar porque conhecia uma pessoa que faleceu na tragédia, mas toda esta especulação é uma estupidez!

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  4. Eu fui a algumas praxes mas, por motivos de força maior, fui só mesmo a algumas e olha, fui posta de lado. Foi como se não existisse. É por isso que também não fui integrada e foi complicado para mim conhecer pessoas.

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  5. Lá está, ser trajado não nos torna mais ou menos, torna o nosso percurso diferente, no meu caso tenho a certeza que mais rico, com mais gente, com mais momentos de riso e felicidade, há praxes e praxe, sei que nem toda a gente tem a mesma sorte que eu, aliás, há gente que estuda exatamente no mesmo sítio que eu e é praxado de uma forma na qual não me revejo, e mesmo assim essa praxe continua a ser menos má que a de muitas instituições. Nunca precisei de chegar a casa suja ou com dores para sentir "aprendi", e tenho a certeza que aprendemos, aprendemos a ser um grupo, não de 10 pessoas, porque para isso não precisávamos da praxe, mas uma família de 100. E é bom, muito bom, ter trajados que nem nossos padrinhos são virem perguntar-nos como está a correr, se precisamos de ajuda, trajados que estudam connosco, que nos conhecem por nome e apelido, trajados que nunca nos trataram por/como bestas; somos caloiros, e isso não nos torna menos pessoas (como eles dizem "uma coisa é praxe, outra coisa é vida pessoal"), torna-nos pessoas com menos experiências, com menos sorrisos, mas com uma garra descomunal. Espero sinceramente que ainda os oiça dizer muitas vezes "estes putos nunca me desiludem", "vão ser um grupo do c******?", porque não, nós não vamos, nós somos, mas podemos ser muito melhores. (...)

    Portanto resumindo, não acho que a praxe me faça mais mulher, mas faz-me sentir mais completa, melhor, mais apoiada e protegida. Mas como é opcional, e difere de faculdade para faculdade, cada um tem a sua opinião :)

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  6. Concordo perfeitamente. Somos todos estudantes universitários. Estamos aqui para nos ajudarmos. Quer tenha capa ou não. A praxe apenas torna o nosso caminho um pouco diferente.

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