Um dia na vida de quem sofre de ansiedade




Um video que acho que merece a pena ser partilhado. Um video genérico mas com algo que toca a todos os sofrem de ansiedade. 

Para mim são as horas e horas perdidas a pensar obsessivamente nas coisas que fiz, nas coisas que não fiz, nas coisas que quero fazer e nos erros que cometi. Ai os erros... são dias e dias presa nisso até à exaustão! Sou a minha pior inimiga e estou sempre a pensar o pior de mim e a sabotar-me. O estar sempre a pensar no pior cenário e recear tudo o que foge à minha rotina normal e à minha zona de conforto. No conduzir nota-se imenso. Não levo o carro para o centro de Lisboa, não levo o carro para zonas que não conheço. Estrago planos com amigos porque não quero ir sozinha de carro. É o medo constante de falhar, de as coisas correrem mal e para não correrem mal eu evito faze-las. 

No entanto a aprovação dos outros é-me indiferente, a minha aprovação é que é o meu problema. Nunca estou satisfeita com o que conquisto acho sempre que podia ser muito melhor. Não sei celebrar as minhas vitórias. 

Dormir, ai o que é isso? Não sei descansar... o meu cérebro está sempre a mil e não consegue desligar e são horas e horas de insónias a pensar no que não devo. As vezes durmo, mas estou num sono tão leve que qualquer barulhinho me acorda. As vezes "durmo" 10h mas sei que nem 5h estive a descansar a cabeça. 
Quando a minha ansiedade está descontrolada é sufocante para mim viver comigo. Sinto-me exausta, claustrofóbica, de rastos e incapaz de viver normalmente. É algo tão silencioso que ninguém do lado de fora nota. Foi um mundo terrível que criei na minha própria cabeça! 
Uma luta constante e depois de tantos meses de vitórias basta qualquer coisinha e volto novamente a este ciclo vicioso. 

Estes últimos meses tem sido tão duros com a pressão da tese e do orientador tem sido novamente muito maus. Acho que estou a levar isto mais a peito porque estou em casa, já não tenho aulas e as minhas pessoas estão nas suas teses, nas suas demonstrações e não tenho outra coisa para pensar que não nisto. Vou lentamente afastando-me das pessoas porque preciso de espaço para descansar a cabeça e conseguir parar o meu cérebro até ficar completamente dormente por dentro. 
O grande problema para mim é o afectar-me o sono e se não descansar afecta a minha sanidade mental!

E como é que eu saio deste ciclo vicioso? Meditação... muitos dias de meditação, muitos meses a ensinar o meu cérebro a ligar e a desligar a mente para, por fim, conseguir adormecer.

Finalmente estou a conseguir sair novamente de um momento menos bom! Estou a aprender a dizer que sim mesmo o meu cérebro gritando que não! Estou a aprender a controlar a minha respiração e a saber voltar a mim!

O quando me custou carregar ali no botãozinho publicar... acho que estive meia hora a olhar para este texto a pensar se o devia ou não publicar. Enfim... já foi!

A minha nova série favorita!



Ao longo de quase 12 anos o meu coração esteve preenchido com a minha série preferida de todo o sempre - Bones! Já a vi completa (12 temporadas) duas vezes e perdi a conta ao numero de vezes que ao longo destes 12 anos a fui revendo. 
A serie apareceu numa altura mais frágil para mim e fui a primeira vez que me relacionei com algo. Foi das series que mais coisas me ensinou sobre a vida e mais frases lapidares fui coleccionando. Em Março deste ano acabou, confesso que chorei baba e ranho. Como não se chora quando acaba uma etapa que acompanhou a nossa adolescência que moldou a nossa visão do mundo e a nossa personalidade? Os anos de 2005 a 2007 foram muito complicados para mim a vida ensinou-me a não confiar, a não partilhar, a reagir as coisas como se as tivesse a viver na 3ª pessoa e a ver o mundo sem qualquer emoção, apenas lógica. Não foi a minha fase mais agradável e estava perdida! E com a Temperance Brennan também eu aprendi a abrir o meu coração de novo aos outros e a deitar abaixo a minha muralha que me protegia do mundo. Por isso é, e será sempre a minha série preferida e quando o mundo me foge debaixo dos pés e sempre a essa serie que recorro. Meio estranho eu sei... mas acho que todos temos os nossos mundos de fantasia que nos dão conforto quando queremos estar sozinhos. Seja um bom livro, um local especial, uma serie...

Desde Março que andava à procura duma serie que me deixasse igualmente em pulgas cada vez que saísse mas tudo o que andava a ver não me enchia as medidas. Ou os actores não eram bons suficientes para durante 45 mim me convencerem que realmente o que estava a ver eram 100% real (eu sou como as crianças, preciso que durante 45 mim estar ali e acreditar no pai natal. 45 mim depois volto à realidade!) ou o tema da série era meh ou o argumento era meh... Ou simplesmente era boa mas não a minha série. 

Numa noite de insónias resolvi começar a ver uma serie nova: Outlander! Viagem no tempo? Já tinha visto toneladas delas... legends of tomorrow, Timeless e outras... Abri-a porque era passada em 1945 e em 1743 duas épocas que uma moça que adora história não podia deixar passar ao lado!

OMG! Eram 5h da manhã e ainda estava a ver a série completamente apaixonada. Não sei se é uma serie para toda a gente mas para o meu gosto pessoal encheu-me as medidas todas! E agora tenho uma nova serie preferida! Já estou a ver a história em tempo real e cada vez que sai um episódio novo sinto novamente aquela excitação de ter de o ver JÁ e de aqueles 45 mim serem sagrados! E sou transportada para o passado. O casalinho romântico tem uma química louca, os cenários são de cortar a respiração, a pronuncia é bem sexy (Eu sempre tive uma panca enorme por pronuncias meias estranhas. Sempre achei um piadão à pronuncia da Escócia e à do Alabama por serem tão marcadas!), os figurinos são excelentes,  a banda sonora é maravilhosa, a história está tão bem feita... O meu coração está novamente cheio!

O novo episódio sai dia 25 e estou a contar os dias para que o episódio 3 da temporada 3 veja a luz do dia!  

P.S. A serie é inspirada na saga de livros Outlander de Diana Gabaldon! 

Melhor momento dos Emmy


Delirei quando vi isto! Acho fundamental uma pessoa ter bagagem para ser capaz de gozar consigo própria. Não gosto em um pouquito do homem quando esteve na casa branca,alias acho que toda a gente que foi lá metida pelo Trump não tem competências para o cargo que tem e acho que a casa branca começa a lembrar um circo. Mas ri-me imenso, acho que a Melissa tem feito um trabalho incrível ao "imita-lo" e isto mostra o fair play do senhor. E ver o choque na sala não tem preço!

Desculpe, mas sou eu a pagar!




Se por acaso alguém daqui tem experiência na restauração por favor expliquem, porque é algo que me transcende. 

Cenário: Dois amigos (por acaso, era só o meu melhor amigo. Nem era o meu namorado!) vão almoçar juntos! Combinámos pagar a meias e que era mais prático para o restaurante um pagar com cartão e depois entre nós no carro fazíamos a divisão e trocávamos o dinheiro.  Pedimos a conta e o multibanco. Curiosamente, eu fiquei de pagar com cartão porque não tinha trocado.

Vem o empregado e espeta  a maquineta na tromba (minha gente, na tromba mesmo... ali a meio palmo de distancia do nariz dele) do meu amigo. Porque?! A sério expliquem-me porque que em qualquer lado todo o santo funcionário assume que é o homem a pagar a conta?  E lá tem de o rapaz encavacado empurrar a maquina para mim... Se vou almoçar com o meu namorado é exactamente a mesma coisa, é frustrante! Pagamos quase sempre à vez portanto 50% dos nossos jantar tenho eu de dizer "Desculpe, mas sou eu a pagar!", retirar a maquineta ao funcionário e ouvir aquele "Ooohhh" como se fosse uma loucura uma mulher pagar algo a um homem. 

Há qualquer regra de etiqueta que eu desconheça? É que não vejo o drama de colocar ao centro da mesa e quem for a pagar que se chegue à frente. Retira aquele momento "awkward" de andar a lutar pela maquineta. Enfim...