Eles a decidir por e para Elas

Como é que é possível que mais uma vez os homens se reuniram para falar dos problemas das mulheres?
Desta vez o Trump e os homens republicanos decidiram que estava na altura de falar sobre a cobertura dos planos de saúde das mulheres e discutir se os cuidados maternidade devem ou não estar cobertos pelo plano de saúde. 

Como mulher, aliás, como ser humano não percebo porque se decide coisas pelas mulheres sem sequer as consultar. As mulheres não se juntam para decidir se as consultas dos urologistas devem estar ou não cobertas pelos planos de saúde das seguradoras. 

Até 2010, altura em que a nova lei entrou em vigor, mulheres e homens com a mesma cobertura de plano, as mulheres tinham de pagar mais. Isto, claro, se a companhia de seguros não quisesse negar cobrir os gastos das mulheres gravidas com prospectiva de engravidar num futuro próximo.

Numa altura em que estamos com baixa natalidade, sociedades envelhecidas vamos taxar a maternidade como se só a mulher fosse mãe e não fosse preciso um pai para fazer a criança é absurdo!

Já para não falar que as baixas de maternidade não são pagas nos Estados Unidos! Mas nem vamos entrar por ai!

Como é que isto é possível num pais dito de "primeiro mundo"? Como é que possível as grávidas, por consequência as mulheres, serem cidadãos de segunda?

Isto revolta-me imenso. Porque parecendo que não este cantinho aqui à beira-mar plantado ainda faz um esforço para respeitar as mulheres agora nos "grandes" Estados Unidos da América qualquer homem de negócios acha que pode ditar sentença sobre um estado que desconhece e a tomar decisões unilaterais. 

Felizmente desta vez ainda não houve mudanças, vamos ver o que acontece nos próximos anos. Se vamos realmente retroceder nas conquistas a pulso que fomos tendo. 

Ed Sheeran

Confesso que são as minhas preferidas!




Esta vibe irlandesa é tão bonita!
Feliz St Patrick's Day já lá vai o tempo que andei num colégio irlandês e este era um feriado que celebrávamos. 

Emma Watson - UN


Infelizmente anda muita gente a demonizar o termo "feminismo". O que busca é igualdade! Há muita gente que se diz feminista e nunca foi ver o que o termo significa. Já perdi a conta ao numero de vezes que disse que era uma feminista convicta e me interpretam completamente da forma errada.
Eu estou-me nas tintas para que a segunda pessoa do plural seja masculino em vez de outra coisa qualquer ou de pertencermos à espécie o Homem porque isso é acessório.

O que me incomoda é ver gente que é despedida porque engravida, ainda ouvir que os homens são melhores programadores que as mulheres, dizerem que um homem não chora, ouvir o "mulheres ao volante..." com voz de desdém, verem um homem na dança e acharem logo que é "paneleiro" porque nenhum homem heterossexual anda às piruetas com as miúdas. 

A minha avó se vê o meu pai a arrumar a cozinha vai logo tentar roubar-lhe o trabalho porque onde já se viu eu e a minha mãe estamos ainda sentadas e o meu pai tomar a iniciativa de arrumar as coisas? Mesmo que saiba que cá em casa se divida as tarefas independentemente dos sexos. 
Tenho colegas que não mexem uma palha em casa e que estão a ser educados mais tradicionalmente do que o meu pai foi. Quão triste é isto? São "pequenas" coisas que por mais que a sociedade esteja a evoluir mostra que ainda estamos tão longe do ideal.

O talento, o gosto, a sexualidade e tantos outros não tem nada a ver com o nosso género mas sim com . 

O video já é antigo mas nunca passa de moda. 



Anda Portugal indignado com a música do Salvador Sobral...




Anda Portugal indignado por ter ganhado a música do Salvador Sobral e honestamente não entendo o drama! Ok, não é propriamente a música da Suzy que poem toda a gente a dançar e a fazer o comboizinho dos casamentos mas até que é bonita, intemporal e não envergonha propriamente ninguém. 

Já que vamos lá fazer de bibelot mais um ano, acho que nem que levasse-mos o Cristiano Ronaldo ganhávamos alguma coisa, levamos algo que apesar de estranho e particular é bonito e acima de tudo sentida (de forma extremamente particular).

Num festival onde devia reinar as diversas línguas (e não o inglês como tem sido hábito) o que tem de se destacar é a melodia, o sentimento e o efeito que cria nas pessoas. Num evento em que anda tudo a gritar e a saltitar num palco, por vezes mascarados, algo diferente é capaz de se destacar pela positiva e ter mais efeito do que fazermos parte da carneirada! 

Posto isto, eu geralmente odeio todas as musicas da Luísa Sobral porque não gosto da voz dela. Fiquei alegremente surpreendida por descobrir que afinal até não desgosto das coisas que ela compõem quando não é ela a cantar. 

Acho que quando a musica nos diz algo a performance ganha outra dimensão, por isso é que entre vozes tão grandes como houve este ano as musicas foram todas uma m*rda. Não havia conexão, não havia alma era tudo a gritar mais alto que os outros para mostrar o range vocal. Dai algo tão intimista e feito a dois ter tido mais dimensão do que seria expectável. 

Não sejam preconceituosos só porque algo desafia os padrões a que estamos habituados!

Surpreendi-me!


Estava no outro dia a falar com uma amiga sobre o quão surpreendida fiquei de ter gostado do La La Land. Embora adore musicais, adoro-os em teatro e com interacção real. E geralmente cenas demasiado românticas e fofinhas não me dizem nada, soa a irreal e quando vi o filme fui cheia de preconceito. Acabei por gostar e por me sentir tocada com o filme (até houve ali uma lagrimita que ainda tentou escorrer mas depois voltou para dentro). Achei que não era nada cliché que era super real e que demonstrava a luta que diariamente temos entre os nossos sonhos e os sacrifícios que temos de fazer. Incrível quanto a vida muda e tantas vezes depende de quem nos cruzamos.